segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Abre "

Cruz e Sousa (1861 - 1898)



João da Cruz e Sousa nasceu em Desterro, atual Florianópolis. Filho de escravos alforriados pelo Marechal Guilherme Xavier de Sousa, seria acolhido pelo Marechal e sua esposa como o filho que não tinham.


Foi educado na melhor escola secundária da região, mas com a morte dos protetores foi obrigado a largar os estudos e trabalhar.


Sofre uma série de perseguições raciais, culminando com a proibição de assumir o cargo de promotor público em Laguna, por ser negro.


Em 1890 vai para o Rio de Janeiro, onde entra em contato com a poesia simbolista francesa e seus admiradores cariocas. Colabora em alguns jornais e, mesmo já bastante conhecido após a publicação de Missal e Broquéis (1893), só consegue arrumar um emprego miserável na Estrada de Ferro Central.


Casa-se com Gavita, também negra, com quem tem quatro filhos, dois dos quais vêm a falecer. Sua mulher enlouquece e passa vários períodos em hospitais psiquiátricos.


O poeta contrai tuberculose e vai para a cidade mineira de Sítio se tratar. Morre aos 36 anos de idade, vítima da tuberculose, da pobreza e, principalmente, do racismo e da incompreensão. [http://www.cruzesousa.com.br/]




Inefável
Nada há que me domine e que me vença
Quando a minha alma mudamente acorda...
Ela rebenta em flor, ela transborda
Nos alvoroços da emoção imensa.

Sou como um Réu de celestial sentença,
Condenado do Amor, que se recorda
Do Amor e sempre no Silêncio borda
De estrelas todo o céu em que erra e pensa.

Claros, meus olhos tornam-se mais claros
E tudo vejo dos encantos raros
E de outras mais serenas madrugadas!

Todas as vozes que procuro e chamo
Ouço-as dentro de mim porque eu as amo
Na minha alma volteando arrebatadas


Mais Poemas de Cruz de Sousa...

19 comentários:

Sonia Regly disse...

Amigo,
Mudei o Feeds do Compartilhando as letras. Gostaria que vc linkasse o novo endereço para receber as novas atualizações.Beijão e obrigada

http://evelyns-place.com/compartilhandoasletras/

Jorge C. Reis disse...

Obrigado por me ter mostrado mais um poeta desse Brasil de que eu tanto gosto.
Um abraço
Jorge

Georgia disse...

Drica, nao o conhecia e que triste vida a dele. Que pena que ele teve que viver numa época onde o Brasil era tap preconceituoso.

Um grande abraco

Everson e Izi disse...

Uma semana cheia de amor e muito carinho pra ti meu anjo...beijos

Espaço Mensaleiro disse...

Muito obrigada!

Gostei.

Abraços

Eliana Alves

Márcia disse...

Fascinante pra mim é...
Saber que a vida é conseqüência das nossas atitudes.
Mimar a criança interior, deixar acontecer...
Praticar a humildade.
Adorar o calor humano
Aproveitar as oportunidades
Ouvir o coração...
Acreditar na vida!

Linda semana para você!!!

Meire disse...

Brava!
Cruz e Sousa me recorda inicio de vida escolar, hoje antes de escrver li um pouco sobre ele tb.
Meire

Milouska disse...

Poeta que desapareceu muito cedo. Com 36 anos era muito jovem ainda, na flor da idade...
Este poema canta o amor de todas as coisas. É um belo poema.
Um abraço,

milouska

Juca disse...

Adri, pelo jeito ainda temos muita história desse nosso Brasil que permanece desconhecida. Grande achado o seu.

E que vida inefável e breve teve esse poeta. Não pude deixar de sentir um pesar pelo que ele passou...

Bom, obrigado pela presença. Tenha uma ótima semana!
Beijos!

Nanda Nascimento disse...

Sabia poucas coisas a seu respeito, de sua curta trajetória porém intensa.

Beijos e flores!

Vanessa disse...

Que história mais triste, que versos mais lindos. Obrigada por me apresentar este poeta.

Abraço

ღ mey ♥¨`*•.¸¸.•*´¨♥ღ disse...

bom ver vc se recuperando e voltando com posts tão bons... bjs

crazyseawolf disse...

Drica, não o conhecia, bela postagem, meu anjo! Aprendi um pouco mais!!!
Beijos!!!

Jamille Lobato disse...

Passei para visitar sua blogagem, da qual eu tb deveria ter participado.
Ficou muito boa, Cruz e Sousa me despertou interesse em uma época boa da vida.
Bjus

Rodrigues Bomfim disse...

Olá querida, tdo. bem? Muito bom este post. Sou fã desse mestre do simbolismo brasileiro. Um dos poucos escritores negros e mulatos daquela época.
Forte abraço e ótima semana pra vc.

Márcia disse...

Passando para deixar uma boa noite pra vc e agradecer sua visita, bjus!!!

Evelize disse...

Adri seu blog está muito dez. Uma boa semana . Bjos

déia disse...

posso até levar anos sem aparecer +
sempre apareço...

estou voltando com o blog com força total e estou visitando meus amigos, parceiros
afinal n podemos esquecer jamais dakeles q nos deram força no inicio

enfim cá estou e voltarei, se poder fazer uma visita ao MUNDO AFORA será bem-vinda
bjos da déia

agora vou fuçar seu blog para ver o q perdi esse tempo

bjoooooooooooooooos

Adelia Ester disse...

No despertar da Alma, a imensidão dos sentidos atinge o encanto e a magia do Ser. Beijo, Adri.