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sábado, 18 de abril de 2015

Um lugar no Mundo/Estou cansado

A Gente acostuma com tudo, a ter um trabalho que não gosta, a um amor que já terminou, a própria mediocridade.

Tenho a sensação de estar nesse planeta para fazer alguma coisa de importante, mas não consigo entender que “coisa” é ... 


Não sou ambiciosa, não tem uma coisa que quero verdadeiramente fazer, não tenho um talento em particular, não nasci sabendo desenhar, cantar, dançar...
  
Você sabe qual é a sua “coisa”?  Eu ainda não descobri qual é a minha.
Você sabe o que se faz para entender, qual é a sua própria “coisa”? 
Eu não sei, parece que estou jogando fora minha vida. Ontem eu tinha 16 anos, hoje 29.

A própria “coisa”, o chamado, o próprio talento ou capacidade de exprimir. Aquela “coisa” que cada um tem e que te torna diferente dos outros, o motivo dessa minha reencarnação, o sentido da vida.

Sinto que devo fazer algo grande, talvez não pela humanidade inteira, mas para mim, algo extraordinário para a minha vida. 

Estou cansada e dentro de mim sinto uma força que me aperta e não consigo me libertar. Acho que estou verdadeiramente enlouquecendo ou então vou acabar deixando todos a minha volta malucos.

Seja sincero, não me diga que não está cheio de fazer sempre as mesmas coisas, ver sempre os mesmos lugares e as mesmas pessoas. Não tem a sensação que você poderia ser mais, que na realidade a vida pode ser mais que isso?

Acredito que estamos vivendo a ilusão do condutor do trem... um que simplesmente freia e acelera. O condutor ao máximo decide a velocidade, mas nem tanto, porque no fim as paradas são pré-estabelecida e se deve respeitar os horários. 

Quero pegar as rédeas da minha vida. Não quero ser mais o condutor do trem. Quero entender o que quero realmente, qual é a minha “coisa”. 

A estabilidade sempre me vez estar bem, ao menos aparentemente. 

Talvez todos nós apenas não encontramos as pessoas certas para nos ajudar e nós fazer acreditar em nós mesmos ou talvez nós todos estejamos em uma maratona...

Faz de conta que está numa maratona. Você está correndo com os seus amigos. A um certo ponto você sente que leva jeito, tem um bom fôlego e pode correr mais rápido e agora decide colocar mais gás. A se entregar ao seu talento, mas depois de um tempo, você se dá conta que se destacou do grupo.
Você olha pra trás e se vê sozinha. Seus amigos ficaram para trás e estão todos juntos rindo e você está sozinha com você mesmo. Por não suportar a solidão, reduz o passo até que o grupo chegue até você e nega seu talento, você fingi ser como eles, para permanecer no grupo, mas você não é assim, não é como eles. Por fim, mesmo ali no meio de todos se senti sozinha.

Você pode continuar vivendo assim, mas lembre-se que você foi feito para aproveitar o sol. Se ao invés de abrir a janela e fazer o sol entrar você ascender um abat-jour, com o tempo você pode esquecer que existe sol e no final aquele abat-jour se tornara seu sol. 


Baseado no texto:  Un Posto Nel Mondo - Fabio Volo